Rui Ramalho mais rápido, mais alto, mais forte

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Simplesmente imperial, o piloto do Porto construiu a terceira vitória absoluta da época e chamou a si o record do novo traçado no topod e Portugal Continental.

Pode dizer-se que Rui Ramalho não teve rivais na Rampa Serra da Estrela, impondo-se concludentemente nesta que foi a terceira prova do Campeonato de Montanha de Portugal.

Bem cedo o Campeão Nacional mostrou ao que ía na prova do CAMI Motorsport, melhorando os seus tempos e o recorde a cada subida que efetuava, no traçado mais extenso da Covilhã. E só não o fez na derradeira subida oficial porque não evitou uma ligeira saída de pista, que provocou alguns danos no fundo do Osella PA 2000 Evo.

“Para mim foi a vitória mais tranquila da época até ao momento. Foi pena não ter concorrência na minha categoria, mas enfim. De resto a rampa foi muito interessante e fui melhorando nas subidas que fiz. É um traçado muito engraçado, que sobe bastante e tem um pouco de tudo. É muito técnico, apesar de ter o piso muito degradado e ser algo escorregadio. O percalço que sofri na última subida de prova, fiquei a saber mais tarde, deveu-se a um furo”, declarou no final da prova o vencedor.

Rui Ramalho terminou a prova beirã com um tempo acumulado de 5m39,754s, sendo a sua melhor subida a primeira efetuada em 2m48,419s a uma média superior a 110 km/h. No pódio dos protótipos o piloto do Porto foi acompanhado por Joaquim Rino, que no BRC 05 Evo alcançou a segunda posição, à frente de Paulo Ramalho, que tripulou o segundo Osella presente na rampa.

José Correia chamou naturalmente a si o triunfo nos GT, com o espetacular Nissan GT-R GT3, melhorando significativamente as suas marcas a cada subida efetuada, depois de nos treinos ter adotado um andamento mais discreto e prudente. “O carro não deu problemas, não necessitava de arriscar”, afirmou o bracarense.

Manuel Correia reunia uma certa dose de favoritismo nos Turismo e na categoria 2 e confirmou-o impondo-se claramente, sendo que a sua melhor marca foi conseguida na primeira subida de prova (3m07,217s). Hugo Araújo veio, no acumulado de tempo, a conseguir terminar na segunda posição atrás do piloto do Ford Fiesta R5 +, isto apesar de na derradeira subida o seu Subaru Impreza voltar a evidenciar problema com a temperatura, que já se tinham manifestado nas subidas de treino e que pareciam sanadas nas duas primeiras subidas de prova. Luís Silva, no endiabrado Citroën DS3 R5 completou o pódio dos Turismo.

Luís Nunes nem sempre teve tudo a seu jeito, queixando-se de alguma instabilidade no seu Audi S3 LMS, mas acabou por levar a melhor na categoria 4, terminando na quarta posição dos Turismo, enquanto Joaquim Teixeira fechou o top cinco dos Turismo e venceu a categoria 3. Pedro Coelho Saraiva, que aos comandos de um Hyundai i20 R5 foi o justo e natural vencedor da Categoria 1.

No Campeonato de Clássicos Montanha o triunfo de José Pedro Gomes não mereceu contestação. Aos comandos do Ford Escort MKI o piloto de Montalegre impôs-se, triunfando ainda na Categoria 5, com Carlos Oliveira (BMW 323i) a chegar ao triunfo na Categoria 6

Entre os 1300, Leonel Brás impôs o seu Citroen AX na TPM, enquanto José Figueiredo triunfava na competição gémea para os clássicos.

Destaque ainda para a jovem Gabriela Correia. Cm apenas 16 anos e na sua segunda prova da carreira, logrou subir ao pódio da Categoria 3.

Destaque ainda para a sentida homenagem que a família da montanha fez ao malogrado piloto Carlos Rodrigues, respeitando um minuto de silêncio, após o briefing.

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