António Rodrigues regressou com exibição segura na Falperra

0
672

O piloto da NJ Racing/Lusimed deu mostras na Falperra de que a “série negra” que enfrentou no início da época ficou para trás. Com um Silver Car EF10 completamente refeito, a “Bala do Douro” rodou sempre longe dos limites, mas com um ritmo suficientemente capaz de lhe dar o Top 5 absoluto final.

O arranque da época 2022 de António Rodrigues foi um autêntico pesadelo. Senhor de uma curta mas muito bem sucedida carreira, onde já conta com dois títulos nos Protótipos B e duas presenças no pódio final absoluto dos Campeonatos de Portugal de Montanha JC Group 2020 e 2021,  o rapidíssimo piloto de Santa Marta de Penaguião passou por uma “tempestade perfeita” nas provas realizadas em Murça e na Penha, sofrendo na primeira uma avaria mecânica e, na segunda, um toque violento que provocou muitos estragos no seu novo Silver Car EF10, levando mesmo a que estivesse ausente na Arrábida.

E mesmo a sua participação na 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra esteve em causa, pois as peças necessárias para a recuperação do protótipo espanhol chegaram “a poucos dias da rampa. Felizmente o Rui Ferreira e a equipa da FRPOWER são de uma competência e de uma entrega sem igual. Foram incríveis na dedicação no sacrifício e na capacidade para, em tempo recorde, montar o carro e estarmos à partida da Falperra!”, salientou António Rodrigues.

O craque duriense sentia que “era minha responsabilidade corresponder da melhor forma a todo o sacrifício da minha família, da minha equipa NJ Racing, dos meus patrocinadores, da FRPOWER e não esquecendo todo o incentivo da Família da Montanha neste que foi o momento mais difícil da minha carreira de piloto”.

António Rodrigues estava ciente de que “não tendo sequer feito um ‘shakedown’ ao carro, ou muito menos um teste profundo, teria que abordar a Falperra com muitas cautelas e um andamento moderado, sabendo ser vital terminar o fim-de-semana sem incidentes e com um bom resultado”.

E assim foi. A abordagem conservadora, que abrangeu mesmo o ‘setup” da eletrónica do Silver Car EF10, está bem visível nos tempos, com António Rodrigues a ir paulatinamente aumentando o ritmo e baixando as marcas.

E fê-lo de forma tão vincada que, ao longo do fim-de-semana, a diferença entre a pior e a melhor marca seria de cerca de 23 segundos. Uma “eternidade” que dá conta da crescente confiança que a “Bala do Douro” foi sentindo, embora tenha ficado bem visível que, nem de perto nem de longe, António Rodrigues tenha rodado nos limites.

No final, o Top 5 absoluto na competição reservada ao CPM JC Group foi “um prémio justo para todos quantos permitiram que eu alinhasse na Falperra. Mas o mais importante foi ter um fim-de-semana se qualquer incidente e apenas com um ou outro pequeno problema, rapidamente resolvido, voltando a ganhar ritmo e confiança, para no futuro sermos muito mais competitivos!”, resumiu António Rodrigues que assume que “o resto do campeonato será um longo teste em competição. Estamos fora da luta por qualquer título e isso tira-nos pressão e responsabilidade, dando-nos tempo para evoluir o carro e evoluir a minha capacidade para extrair dele todo o potencial”, assumindo, no entanto, que “não enjeitaremos lutar pelos melhores lugares, sempre que a oportunidade surgir”.   

Concluída esta frenética primeira metade do campeonato, com quatro provas em seis semanas, o CPM JC Group vai ter um hiato de três semanas até ao próximo desafio, que será a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que se disputará nos dias 28 e 29 de maio.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here